DICAS DE VESTIBULAR! FIQUE DE OLHO NAS VARIEDADES LINGUÍSTICAS!

Um dos assuntos mais recorrentes nas provas dos grandes vestibulares é o dos diferentes modos de utilizar a língua, na modalidade falada e escrita. A esse tópico, denomina-se Variedades Linguísticas. Por isso, quem está se preparando para as provas dos grandes vestibulares e, sobretudo para o ENEM, é importante lembrar os principais assuntos acerca desse tema:

·      Variedades Linguísticas.
Variedade linguística demostra como uma língua é sensível a fatores como região geográfica, o sexo, a idade, a classe social dos falantes e o grau de formalidade do contexto. Assim, é impossível todos usarem a língua da mesma forma, já que cada um apresenta uma característica social específica.

 ·      Língua Culta e Língua Coloquial.

     A língua culta ou formal é usualmente falada e escrita em situações mais formais pelas pessoas de maior instrução e de maior escolaridade. Os documentos oficiais (leis, sentenças judiciais, etc.), os livros e relatórios científicos, os contratos, as cartas comerciais, os discursos políticos etc. são exemplos de textos escritos nessa variedade linguística.

     A língua coloquial ou informal, por sua vez, é uma variante mais espontânea, utilizada nas relações informais entre os falantes. É a língua do cotidiano, sem preocupações com as regras rígidas da gramática normativa. Outra característica da língua coloquial é o uso constante de expressões populares, frases feitas, gírias, etc.

 

·      Adequação e inadequação linguística.

     Mais do que saber as regras da impostas pela Gramática Normativa, um bom falante da língua é aquele que sabe adequar o modo de utilizar a linguagem a determinados contextos de comunicação. Como exemplo, pode-se citar um falante que utiliza uma linguagem formal em um bilhete para seu amigo de escola, uma pessoa com quem ele tem intimidade. Sendo assim, esse falante não soube adequar o tipo de linguagem a este contexto.

 

Ø Fatores que influenciam na inadequação:

 

·      O interlocutor: Não se fala do mesmo modo com um adulto e com uma criança

·      O Assunto: Falar sobre a morte de uma pessoa amiga requer uma linguagem diferente da usada para lamentar a derrota do time de futebol.

·      O ambiente: Não se fala do mesmo jeito em um templo religioso e em um festa com os amigos.

·      A relação falante-ouvinte: Não se fala da mesma maneira com um amigo e com um estranho.

·      A intenção: Para se fazer um elogio ou um agradecimento, fala-se de um jeito; para ofender, chocar, provocar ou ironizar alguém.

Agora, observe as duas questões retiradas da prova modelo do Enem, disponível pelo MEC, e da prova da Unicamp de Língua Portuguesa (2009). As perguntas seguem com os gabaritos:

Prova Modelo do Enem (2009)

Observe a tirinha abaixo:

tirinhas

O personagem Chico Bento pode ser considerado um típico habitante da zona rural, comumente chamado de “roceiro” ou “caipira”. Considerando a sua fala, essa tipicidade é confirmada primordialmente pela:

 a) transcrição da fala característica de áreas rurais.

b) redução do nome “José” para “Zé”, comum nas comunidades rurais.

c) emprego de elementos que caracterizam sua linguagem como coloquial.

d) escolha de palavras ligadas ao meio rural, incomuns nos meios urbanos.
e) utilização da palavra “coisa”, pouco frequente nas zonas mais urbanizadas.

 

 Nessa questão, o Enem pretendia testar a habilidade 25, cujo objetivo é: Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.
(UNICAMP-2009) É sabido que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro.

tirinhssssas

a) Explique o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar das personagens na tira.

b) É possível afirmar que esse modo de falar caracterizado na tira é exclusivo do universo rural brasileiro? Justifique.

 Gabarito:

 Prova Modelo Enem: A

 Questão Unicamp 2009:

 a) Resposta Esperada pela Banca: O recurso utilizado é a transgressão da ortografia ou, dito de outra forma, o uso da grafia como transcrição da fala; ou seja, a tira apresenta uma forma de escrita que tenta reproduzir a fala das personagens.

Esse recurso pode ser exemplificado de três maneiras: troca da consoante l por r (como em prantando); supressão da vogal na proparoxítona (como em árv[o]re), processo muito comum na fala; e troca da vogal e por i (como em di e isperança).

 b) Resposta Esperada pela Banca: NÃO. Os fenômenos representados na tira encontram-se também em regiões urbanas e não refletem, necessariamente, escolaridade ou classe social do falante. Por exemplo, a troca da consoante l por r é um processo bastante recorrente nas regiões urbanas. A supressão da vogal em palavras proparoxítonas (xícara, abóbora, etc.) faz parte de um processo fonológico amplamente presente no português brasileiro de forma geral. Finalmente, a elevação da vogal átona (e i) é uma marca de diferenciação regional e não de oposição rural/urbano. Não se cobrará o uso de metalinguagem na referência aos fenômenos aqui mencionados.

  Por isso, é importante estudar muito esse assunto e, sobretudo, saber adequar a língua aos contextos de comunicação.

 

Bons Estudos!

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8 Respostas

  1. Eu li o texto já carla, bom, eu tenho uma noção basica disso, acho que sou capaz de responder, mas meu maior problema é na formulação da resposta, eu posso até saber responder, mas quando chega na hora de colocar isso no papel eu sempre tenho problemas….
    Mas eu acho que a base para conseguir aprender a fazer isso é o treino, preciso criar coragem para começar a estudar em casa e fazer as tarefas direito. ;D…

  2. OI, Eduardo. Bom, com relação à formulação das respostas, é normal a dificuldade, mas se você observar é mais fácil do que você imagina. Só é preciso que você saiba interpretar o enunciado e cumpra o que se pede. Mas, não se preocupe, pois durante as aulas nós faremos muitos exercícios de interpretação e será mais tranquilo para formular as respostas!
    Abraços e bons estudos!

  3. oi prof!! eu li os textos e as questoes.Pra falar a verdade tive mais facilidade em compreeder e fazer a questão da unicamp que é aberta do que a do enem!! Alias achei mutio bom o texto das variações linguisticas pq esclarece os motivo pelo qual ela ocorre!!

  4. Carla !! senti dificuldade em relacao a questao da unicamp , a do enem eu consegui fazer e juro que nao olhei do gabarito .. rsrsrs !
    mais a da unicamp eu enrrosqueii um pokinho !!
    as respostas sao mais dificil de entende ainda .. me dá uma explicacaoo menos complexa só pra eu conseguir entender? obrigada ! :D

  5. Thais, acho que você deve ter sentido dificuldade na questão “a”, né? Olha, na primeira, eles querem saber qual recurso linguístico caracteriza a fala dos personagens. Na “b”, o foco é saber se você sabe identificar que esses recursos linguísticos ( no caso fonéticos) são típicos da linguagem de quem mora na zona rural. Na verdade, pessoas com grau de escolaridade e que moram na zona urbana também podem usar essa variedade do Português. Clareou??
    Bjos e Até a próxima!!!

  6. Oi Prof !! Senti dificuldade na questão da UNICAMP.
    O Enem concigui. Juro que eu nao olhei na resposta.

    Bom, nada melhor que as suas aulas de interpretação
    para me ajudar…

    Bjos.. Te adoro muito…

  7. OI,PROF! QUERIA MAIS UMAS DICAS DE EXERCICIOS.PODE SER.

  8. oi prf eu gostei mais a do enem do q a do UNICAMP ado UNICAMP voi obrigatorio olhar no gabarito rsrs

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